Dodô ama Margarida, filha de um rico comerciante. Com a melhor das intenções, o pai do rapaz, o fazendeiro Eudoro, escreve uma carta ao pretenso sogro Euricão pedindo a ele o seu maior tesouro, ou seja, a mão de sua filha em casamento. Euricão pensa que Eudoro quer roubar sua fortuna, seu “maior tesouro”: uma porca de argila onde ele esconde uma grande quantia em dinheiro economizado há anos. A tia da menina, a solteirona Benona, acredita que o pedido de casamento é para ela. Dodô acha que o pai vai se casar com sua amada. Para ajudar o jovem casal apaixonado, Caroba, a empregada de Euricão, arma um plano mirabolante.
Em 1953, no interior gaúcho, o humilde Bonifácio trabalha em um matadouro e, nos fins de semana, joga futebol no Vinte de Setembro, time formado por negros pobres da cidade. Bonifácio um craque. Ele recebe a proposta de ir para o clube rival, Serrano, a equipe de brancos e ricos dirigida por Almeida Guimarães. Bonifácio só aceita porque o novo contrato dará a ele uma casa e dinheiro suficiente para se casar com sua namorada, a empregada doméstica Elisa. Por conta da mudança, passa a ser recriminado pelos ex-companheiros de time, que o chamam de “crioulo vendido”. Na véspera da estreia, contra o próprio Vinte de Setembro, ele sofre um acidente. Enquanto está desossando uma carcaça de boi, seu emprego, distrai-se e acaba cortando o pé. Determinado a jogar, Bonifácio improvisa um curativo e entra em campo sangrando.
O casal Eleutério e Conceição estão juntos há 75 anos e vivem em uma cidadezinha. Teodoro é o coveiro do lugarejo e jurou que ficaria na cidade até enterrar o último morador, que poderia ser um dos dois velhinhos. Mas os idosos vivem uma vida feliz, na simplicidade de um amor maduro, sem indícios de que vão “partir”. Sentem apenas saudades do filho Adroaldo, morto na Segunda Guerra Mundial. Um dia, Teodoro não aparece para o jantar, como fazia todos os dias. Eleutério e Conceição resolvem ir até a casa dele para averiguar o que havia acontecido. Eles caminham pelas ruínas da cidade, relembrando momentos de suas vidas e antigos amigos. E ao chegar na casa de Teodoro, o casal o encontra deitado na cama, já sem vida. Nesta história marcada pelo tom poético e delicado, o casal revive boas lembranças e acaba sobrevivendo ao coveiro.
Em um prédio de classe baixa, o passatempo de Gamela - um homem maduro, meio lunático e sem dinheiro – é preencher bilhetes da loteria esportiva e consultar o horóscopo. Sua mulher, Karla reclama da pobreza em que vive o casal. Até comida falta em casa. Mas nada disso impede a visita inesperada de Ana, ex-namorada de Gamela.
A história, originalmente ambientada na Espanha do século XVII, é transportada para o auge do ciclo do ouro em Minas Gerais, no século XVIII. A bela e ambiciosa Estefânia acredita que sua única alternativa para melhorar de vida é fazer um bom casamento – ou seja, na sua concepção, arrumar um marido rico. Um dia chega à cidade Dom Alberico de Campusano, trazendo um baú cheio de joias. A caixa é deixada com o capitão da guarda. Estefânia fica sabendo da presença do rico homem e bola um plano para "fisgá-lo”. A moça se faz passar por fidalga, ocupando o casarão de sua prima Clemência, que estava viajando. Alberico se apaixona, casa com Estefânia e leva o baú para o casarão. No dia seguinte, Clemência volta de surpresa, e Estefânia foge com as joias de Alberico. A moça acha que ficou rica, mas acaba descobrindo que as joias eram falsas e que, na verdade, Alberico lhe aplicara “o golpe do baú”.
O porteiro Epidauro trabalha em um prédio residencial na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele é apaixonado por uma das moradoras, Beatriz, que sonha em ser atriz. O porteiro não mede esforços, nem consequências, para chamar a atenção da moça. Um dia, Beatriz e sua amiga Gisele vão a uma festa e Epidauro as segue. Ele se declara à Bia, mas Gisele avisa que a jovem só se interessaria se ele fosse famoso. Epidauro faz várias tentativas de aparecer na televisão, todas sem sucesso. Ele tem, então, a ideia de fingir um assalto à agência bancária onde Beatriz trabalha, para atrair a atenção da mídia e, assim, aparecer na frente das câmeras. Epidauro acaba levando um tiro e morre, mas consegue o que queria: aparecer na TV.
Os amigos Acerola e Laranjinha moram em uma favela do Rio de Janeiro. Eles querem ir a um show de pagode, mas não têm dinheiro. Para conseguir a quantia necessária para pagar os ingressos, os dois têm a ideia de roubar o portão da casa de uma vizinha. Quando estão levando o portão até uma loja para vendê-lo, são surpreendidos pelo traficante Nefasto, que pede aos meninos que levem alguns papelotes de cocaína para um amigo e depois lhe tragam o dinheiro da venda da droga. Logo em seguida, aparece o dono do portão, outro traficante da favela, chamado Madrugadão. O bandido os ameaça com um revólver, obrigando-os a recolocarem o portão, e pega os papelotes de cocaína. Com medo do castigo que receberiam por terem perdido os papelotes, eles procuram Nefasto e explicam a situação. O traficante dá até o dia seguinte para que os meninos consigam o dinheiro da droga.
Brasil, início da década de 1980. João é um ex-militante de esquerda anistiado que se muda com a família para um condomínio de classe média. Ele e a mulher, Sandra, também militante, foram presos e torturados na época do regime militar, e ainda sofrem com os pesadelos do trauma vivido. Um dia, João encontra Sergio, o homem que o torturou, na garagem de seu prédio. Para agravar ainda mais a situação, João descobre que o homem é o pai do novo amiguinho de seu filho Vladimir. Um dia o casal recebe a visita de Leonor, convidando-os para uma reunião de condomínio. Logo percebem que a mulher é esposa de Sergio.
Desta vez, Brava Gente exibe duas histórias num episódio. Ambas têm a direção de Roberto Talma e são de curta duração. A primeira é "A História do Passarinho", inspirado nos contos do cronista Stanislaw Ponte Preta, adaptado por Geraldo Carneiro. Ela mostra a trajetória da suburbana Marlicene, cujo sonho é se tornar dançarina de pagode. A segunda é "Alandelão de La Patrie", conto de João Ubaldo Ribeiro adaptado para a TV, pelo próprio escritor, e também por Geraldo Carneiro. Neste último, é contada a trajetória de Alandelão, um touro reprodutor francês que chega a uma fazenda para inseminar as vacas.
O episódio conta a bravura do pescador Chico Norato, que consegue domesticar a boiúna (uma serpente gigantesca que devora gente, principalmente pescadores) e ainda salvar sua pequena cidade ribeirinha, Vila Sapucaia, da magia do Boto. Ambos personagens, a boiúna e o boto, são lendários que habitam o rio Amazonas. A lenda do boto cor-de-rosa diz que ele se transforma em homem e engravida as mulheres dos povoados localizados à margem do rio.
Marina (Adriana Esteves) é uma mimada filha de um rico fazendeiro (Oswaldo Loureiro) do Nordeste. Cansada das homéricas brigas e discussões que trava com o marido Cássio (Marcelo Novaes), um típico garotão da cidade, ela resolve pedir ao pai que contrate um pistoleiro para eliminar o esposo. O patriarca, que já não morre de amores pelo genro, logo contrata um jagunço (Ernani Moraes) para fazer o serviço.
Escrito por Alvaro Ramos, o episódio mostra a vida de um casal morador de Copacabana, Peixoto (Paulo Gorgulho) e Alicinha (Claudia Lira). Peixoto recebe uma carta anônima insinuando que sua mulher o está traindo. Ele, então, começa a desconfiar de Leleco (Paulo Betti), um dos seus melhores amigos... Para surpresa de Peixoto, Leleco anuncia seu casamento com Laís (Claudia Lira), uma paulista muito parecida fisicamente, mas de temperamento oposto ao de Alicinha. A partir daí, a curiosidade de todos aumenta para saber quem é Laís...
Escrito por Elizabeth Jhin, o episódio desvendará os mistérios de uma menina de 18 anos. Estudante de um colégio de freiras, Eufêmia (Caio Blat) sempre foi um doce de menina. De repente, seu comportamento começa a mudar e seus gostos ficam cada vez mais parecidos com os dos meninos... Custódia (Aracy Balabanian), a mãe de Eufêmia deseja que a filha se case com o jovem Bibi (André Gonçalves). Só que o noivo está preocupado com o comportamento estranho de Eufêmia que passa a fumar, jogar futebol e sonha em ir para a guerra... O que faz uma menina, que era um anjo, mudar tão de repente?
Lulu Bergantim (Tom Cavalcanti) é o mais novo cidadão de Curralzinho Novo. Há apenas seis meses na pacata cidade, o farmacêutico já fez várias curas milagrosas e é adorado pelo povo. O prefeito do lugar, Cajuca Viana (Othon Bastos), é um ladrão e está tentando o segundo mandato. Incentivado por Adrenalina Tupinambá (Débora Duarte), a professora da única escola do local, e por Epaminondas (Claudio Correa e Castro), o único juiz, Lulu Bergantim decide disputar as eleições com Cajuca. O farmacêutico vence e, com um jeito inusitado e divertido, começa a arrumar a cidade. O clima de harmonia termina quando o novo prefeito, Lulu Bergantim, descobre que está sendo traído.
Escrito por Carlos Alberto Ratton, o episódio conta da história de Madalena (Ana Paula Arósio), uma linda jovem de apenas 20 anos que mora numa cidade do interior e, quando criança, viu o pai ser morto por um policial. Para poder sustentar a mãe doente (Ana Rosa) vai trabalhar como prostituta no Curral das Quengas, mas seu sonho sempre foi casar-se e ter muitos filhos. O clima de harmonia da cidade é quebrado quando o novo delegado Militão (Ernani Moraes), um brutamontes, assume a delegacia do local. Ele se apaixona por Madalena, que não quer nem pensar em recebê-lo em seus aposentos despertando a fúria do delegado, que a esbofeteia fortemente. Recuperada, Madalena utilizará todo seu poder de sedução para acabar de uma vez por todas com a raça do delegado encrenqueiro.
Escrito por João Emanuel Carneiro, o episódio conta a história de Patsy (Malu Mader), uma mulher bonita e atraente, casada com Carneiro (Marco Ricca), um quarentão pacato e rico. Carneiro descobre que sua esposa está tendo um caso com Sérgio (Marcello Antony), um bonitão que está apaixonado e louco para que ela se separe do marido para viver com ele. Querendo reconquistar a mulher, Carneiro pedirá ajuda a um casal de amigos, Nogueirinha (João Camargo) e Lili (Mariana Hein). Juntos eles bolarão um plano muito louco e divertido para tentar separar os amantes e fazer com que Patsy volte a se apaixonar pelo marido.
Com o Roteiro de Tonio Carvalho e Fernando Rebello, o episódio mostra de forma pitoresca a história do nascimento do Menino Jesus, abordando o assunto com o toque alegórico do folclore nordestino. O Boi Surubim (Eduardo Moscovis) reúne os moradores para contar que o Menino Jesus fugira do céu para terra, e que está em algum lugar próximo. O povo custa, mas acredita, e todos saem à procura do Menino. Representantes do céu e do inferno vêm participar da busca, o Arcanjo Gabriel (Zezé Polessa) e Belzebu (Vera Holtz) querem levá-lo consigo de qualquer maneira. Coitado do Boi que vai ter que se virar para guardar o segredo. Enquanto isso, Maria (Camila Pitanga) está prestes a dar a luz e o Boi aconselha que José (Leonardo Brício) a leve para ter seu filho afastado nas montanhas. No caminho, um cego (Chico Anysio) aparece para pedir ajuda. O homem é Deus disfarçado, que veio a terra para garantir que nenhum mal aconteça e que o equilíbrio seja restabelecido.
O episódio começa num ponto de ônibus, quando Mário (Pedro Cardoso) é abordado por Irene (Fernanda Torres), uma mulher bastante interessante que pede informação sobre determinada linha de ônibus. Percebendo a "desculpa", ele continua a conversa e acaba propondo novo encontro. Eles passam a se encontrar e Mário acaba descobrindo que ela é casada, o que o deixa inseguro. Instigado, entretanto, por Jordão (Tonico Pereira), resolve prosseguir nas investidas e acaba utilizando o apartamento do amigo para os encontros com Irene. Tudo corre bem, até que é feita uma revelação inusitada.
O episódio começa quando Geraldo anuncia seu casamento com Dagmar, filha de um coronel. Durante a festa de noivado, Dagmar chama a atenção de Geraldo para sua irmã Alice. Geraldo passa a prestar atenção na futura cunhada, que está se tornando uma mulher. Alice começa a seduzir Geraldo e o casal passa a manter encontros escusos. Num desses encontros, Geraldo toma uma atitude extrema e Dagmar tem uma reação surpreendente, seguida de uma inesperada revelação de sua mãe.
O episódio começa com um marido, furioso e armado, surpreendendo sua mulher e seu amante, que por acaso é seu melhor amigo, em um quarto de hotel. Os três são envolvidos em violentos diálogos, brigas, revelações e tiros, até que são surpreendidos pela presença do garçom, que bate à porta do quarto, trazendo champanhe. O final é inesperado. A vingança pode ser ainda mais cruel que a morte.
Os amigos não querem acreditar que o Cabo (Eduardo Moscovis), velho companheiro de noitadas, tenha abandonado a vida boêmia para se dedicar exclusivamente à esposa, Marialva (Camila Pitanga), e à vida de casado. Quando Curió (Matheus Nachtergaele) se descobre apaixonado por Marialva, faz de tudo para manter o Cabo sob rédeas curtas.
Massu (Lázaro Ramos) recebe das mãos de uma desconhecida, Maria (Dirce Migliaccio), um bebê loirinho, de cabelos escorridos e olhos azuis, que diz ser seu filho, fruto de um de seus relacionamentos amorosos. Ele decide batizar o menino para que ele não fique pagão e convida Tibéria (Fernanda Montenegro) para ser a madrinha da criança. Só tem um problema: qual dos amigos "pastores" ele escolherá para padrinho? A disputa de cada um dos amigos para ser o escolhido gera várias situações engraçadas até que, em consulta ao pai de santo Jaiminho (Cobrinha), Massu ganha como compadre ninguém menos do que a divindade Ogum (Christovam Neto). Quando chega o dia do batizado, os convidados assistem, boquiabertos, a um confronto entre Ogum (Zebrinha) e Exú (Negrizú) para ser o padrinho da criança.
A trambiqueira Madame Beatriz (Danielle Winits) e seu comparsa, Dudu (Chico Diaz), articulam um plano para enganar Curió (Matheus Nachtergaele). Ela diz ser vidente e finge estar apaixonada só para levar o pouco dinheiro de Curió, que ela pensa ser um homem de posses. Depois de perder o emprego na loja do árabe Chalub (Stenio Garcia), Curió conhece Madame Beatriz e fica tão fascinado que entra de sócio no projeto da mulher, um espetáculo no qual ela entra em um caixão disposta a ficar 30 dias sem comer nem beber.
Otália (Leandra Leal) chega à cidade, para trabalhar no Castelo de Tibéria (Fernanda Montenegro). Ela carrega na bagagem poucos pertences, entre os quais se destaca uma boneca, símbolo de sua pureza. Enquanto isso, no bordel, Cabo Martim (Du Moscovis) se desentende com Chico Pinóia (João Miguel) que, despeitado, chama o delegado, seu irmão, para fechar o Castelo. No desenrolar da história, o Cabo se apaixona por Otália e esta sonha em se casar com ele, com direito a vestido de noiva e tudo. Mas, provocado por Chico Pinóia, Cabo Martim acaba preso. E, para livrá-lo da prisão e reabrir o bordel, Otália se entrega a Chico, o que deixa Martim profundamente magoado.
Maxxx sonha estar no programa "Altas Horas" após ganhar seu primeiro milhão. Porém, ao acordar, é pego de surpresa com a notícia da separação de seus pais, Mônica e Edu. O menino se preocupa mais com a questão financeira do divórcio do que com a relação afetiva dos pais e decide recorrer aos avós, com quem os pais não se relacionam bem.
O vereador Quilidônio Falcão propõe oficialmente que seja criado o feriado do "Dia do Orgasmo". O conservador prefeito Itérbio Pontes, antigo adversário do parlamentar, acha a ideia uma insensatez. A proposta é aprovada na Câmara Municipal e atrai atenção da imprensa nacional e estrangeira. Mas Itérbio e os setores tradicionalistas da cidade estão decididos a impedir a comemoração.