Duas linhas que ficaram para o fim da linha. Algarve e Oeste esperam há décadas a modernização, que em breve chegará. Na memória de quem as percorre há décadas, estão as histórias de gares a abarrotar de gente, mercadorias sem fim e serviços frequentes. Trará a modernização uma nova vida a estas linhas?
Estão vazias, destruídas, abandonadas. Portugal tem hoje os mesmos quilómetros de via férrea que em 1893. Nas últimas décadas dezenas de ramais foram desativados, sobretudo em Trás-os-Montes e Alentejo. Uma machadada na mobilidade das populações locais que não baixam os braços e reclamam o regresso dos comboios.
O embalo de um comboio pode levá-lo bem mais longe do que a uma estação terminal. O turismo ferroviário desponta em Portugal, com o Douro como protagonista principal. Mas o Vouga e agora o Tejo têm maravilhas para descobrir. E há um Museu para descobrir onde se guarda dos maiores tesouros ferroviários da Península Ibérica.
Com o caminho de ferro, surge em Portugal um património arquitetónico, social e cultural que deixa marcas inabaláveis no país. Nascem as cidades ferroviárias, como o Entroncamento, com os seus bairros, armazéns e oficinas, criam-se profissões novas, cresce o sindicalismo e um modo de viver que se estende por gerações e gerações.
A linha do Norte é a linha das linhas. Neste episódio do "Passagem de Nível" exploramos a via férrea mais movimentada do país, em sobrecarga há vários anos. Será que a Linha de Alta Velocidade vai finalmente sair do papel e deixar a Linha do Norte respirar? E já agora, o que há de tão especial nos comboios para conseguir fascinar tanto crianças como adultos?