Entre os anos 80 de 1500 e os anos 80 de 1800, o Brasil importou cerca de 45% dos escravizados de todas as Américas. O atual Estado da Bahia foi um dos grandes destinatários do tráfico negreiro: ao longo de 300 anos, recebeu, aproximadamente, um milhão e quinhentos mil escravizados africanos. Mas a atitude dos escravizados nunca foi passiva. A norte do Estado da Bahia, no atual Estado de Alagoas, vingou durante cerca de cem anos a maior concentração de escravizados fugitivos: o quilombo dos Palmares chegou a contar cerca de dez mil pessoas. Tudo indica que foi o maior centro de resistência à escravatura de todas as Américas. Uma lição sobre os negócios da escravatura e as suas diversas formas de resistências pelos historiadores Carlos da Silva Júnior e João José Reis.